Marshall Sahlins – Esperando Foucalt, Ainda (2002) 111 páginas

sahlins, marshall – esperando foucault, ainda

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“O antropólogoMarshall Sahlins dispara contra os principais conceitos e temas da virada do século XXI: capitalismo tardio, globalização, terrorismo, relativismo cultural, pós-estruturalismo, utilitarismo, pós-colonialismo.

O volume é composto por 50 aforismos e textos curtos em que Sahlins questiona as proporções alcançadas pela noção de poder no pensamento contemporâneo graças à atual obsessão foucaulti-gramsci-nietzscheana. Para o autor, a explicação de fenômenos sociais por meio de suas relações de poder é reducionista e amplamente difundida nas ciências humanas dos dias de hoje.

Suas rajadas rabugentas garantem uma reflexão densa, mas muito bem-humorada, sobre questões e impasses vivenciados pela antropologia social e pelas ciências humanas no geral.” (Ubu)

“(…) se de um lado pode-se dizer que, com essa pequena obra, Sahlins estaria apenas desfazendo (e desconsiderando) seus críticos pós-modernos, por outro, não há como negar a atualidade do debate. Afinal, a cultura, para esse autor, não é jamais um papel em branco onde se inscrevem modelos vindos de fora. Ao contrário, sua absorção passa pela reavaliação da própria estrutura pela história, e vice-versa.”

Lilia Schwarcz, Horizontes Antropológicos

 

Ernst Cassirer – Linguagem e Mito (1924)

CASSIRER, Ernst – Linguagem e mito

116 páginas, pdf, 963KB

Sinopse 1

Linguagem e Mito de Ernst Cassirer é uma análise basilar da moderna pesquisa sobre as conexões entre linguagem e mito. Sua atualidade decorre não só do rico material etnológico, do rigor científico do processo de indagação, como do modo de ser das formas simbólicas, no plano do mito e da linguagem. Do ponto de vista do autor, a arte, a linguagem e a ciência se tornam símbolos, não de um real existente, mas cada uma delas gera e parteja o seu próprio mundo significativo. (Travessa)

Sinopse 2

Pela reflexão sobre as formas simbólicas, ele visa apreender os modos de objetivação que caracterizam a arte, a religião e a ciência e, sobretudo, a linguagem e o mito; base de uma antropologia filosófica e de uma filosofia da cultura, cuja unidade é encontrada no reconhecimento de uma atividade simbolizante humana.

Cassirer pensa a linguagem e o mito como correspondentes de uma mesma maneira de pensar, grosso modo, metafórica. A partir de trabalhos filosóficos e filológicos, sua investigação questiona a identidade latente entre o nome e a coisa; ele analisa a delimitação da essência em conceitos, tomando as formas intelectuais não como representações ou símbolos, mas como geradoras de seu próprio mundo significativo. Entre a formação de conceitos linguísticos e míticos, encontra coincidências essenciais, pois atua, em ambos, o mesmo impulso de enformação simbólica: uma tendência do pensamento à compressão, à concentração em um só ponto, que determina o real acento da significação. Partilhando o mesmo impulso, ele encontra o mundo da poesia, que move-se livremente entre a palavra e a imagem mítica, apreendendo-as como órgãos.

fonte: https://obenedito.com.br/guia-de-leitura-mito-linguagem/

Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet (Julian Assange, 2013) – (livro em PDF)

ASSANGE, Julian – Cypherpunks Liberdade E O Futuro Da Internet

pdf, 2.94MB, 148 páginas

Resenha:

Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet é o primeiro livro de Julian Assange, editor-chefe e visionário por trás do WikiLeaks, a ser publicado no Brasil. A edição brasileira, da Boitempo, tem a colaboração do filósofo esloveno Slavoj Žižek e da jornalista Natalia Viana, parceira do WikiLeaks no Brasil e coordenadora da agência pública de jornalismo investigativo.

A obra é resultado de reflexões de Assange e de um grupo vanguardista de pensadores rebeldes e ativistas que atuam nas linhas de frente da batalha em defesa do ciberespaço (Jacob Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann). A questão fundamental que o livro apresenta é: a comunicação eletrônica vai nos emancipar ou nos escravizar?

Apesar de a internet ter possibilitado verdadeiras revoluções no mundo todo, Assange prevê uma futura onda de repressão na esfera on-line, a ponto de considerar a internet uma possível ameaça à civilização humana. O assédio ao WikiLeaks e a ativistas da internet, juntamente com as tentativas de introduzir uma legislação contra o compartilhamento de arquivos, caso do Sopa (Stop Online Piracy Act) e do Acta (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), indicam que as políticas da internet chegaram a uma encruzilhada. De um lado, encontra-se um futuro que garante, nas palavras de ordem dos cypherpunks, “privacidade para os fracos e transparência para os poderosos”; de outro, a ação da parceria público-privada sobre os indivíduos, que permite que governos e grandes empresas descubram cada vez mais sobre os usuários de internet e escondam as próprias atividades, sem precisar prestar contas de seus atos.

O livro aborda temas polêmicos, como a ideia de que o Facebook e o Google seriam, juntos, “a maior máquina de vigilância que já existiu”, capaz de rastrear continuamente nossa localização, nossos contatos e nossa vida. Nesse contexto, seremos colaboradores dispostos a ceder docilmente tais informações? Será que temos a capacidade, através da ação consciente e do conhecimento tecnológico, de resistir a essa tendência e garantir um mundo em que a internet possa ajudar a promover a liberdade? Existiriam formas legítimas de vigilância, por exemplo aquela usada contra os chamados “quatro cavaleiros do Infoapocalipse” (lavagem de dinheiro, drogas, terrorismo e pornografia infantil)?

Assange e os outros debatedores trazem à tona questões complexas relacionadas a essas escolhas cruciais ao refletir sobre vigilância em massa, censura e liberdade, assim como sobre o movimento cypherpunk, que usa a criptografia como mecanismo de defesa dos indivíduos contra a apropriação da internet pelos governos e empresas. Os cypherpunks defendem a utilização desse e de outros métodos similares como meio para provocar mudanças sociais e políticas. O movimento atingiu o auge de suas atividades durante as “criptoguerras”, sobretudo após a censura da internet em 2011, na Primavera Árabe. O termo cypherpunk, uma derivação de cypher (escrita cifrada) e punk, foi incluído no Oxford English Dictionary em 2006.

Julian Assange tem sido uma voz proeminente no movimento cypherpunk desde sua criação, nos anos 1980. Ele foi responsável por inúmeros projetos de software alinhados com a filosofia do movimento, inclusive o código original para o WikiLeaks. Desde dezembro de 2010, o ativista tem sido mantido em prisão domiciliar no Reino Unido, sem que qualquer acusação formal tenha sido feita contra ele. Temendo ser extraditado para a Suécia, que poderia entregá-lo às autoridades norte-americanas (as quais já manifestaram seu interesse em julgá-lo por espionagem e fraude), Assange conseguiu asilo político na Embaixada do Equador em Londres, onde permanece desde junho de 2012. Nesse período, tem se dedicado a promover debates sobre a sociedade contemporânea com grandes intelectuais de todo o mundo – e foi nesse contexto que escreveu Cypherpunks.

Fonte: https://www.boitempoeditorial.com.br/produto/cypherpunks-418

Geoffrey Macnab – Ingmar Bergman (2009) em inglês

MACNAB, Geoffrey – Ingmar Bergman

pdf, 255 páginas, 1.56MB

 

Sinopsys

Ingmar Bergman was the last and arguably the greatest of the old-style European auteurs and his influence across all areas of contemporary cinema has continued to be considerable since his death in 2007. Drawing on interviews with collaborators and original research, this text puts Bergman’s career into the context of his life.

Melhores Filmes Vistos em Janeiro, Fevereiro e Março de 2019

Melhores filmes vistos em jan-fev-mar de 19
🖌 = Animações
🛤 = Documentários

[Dessa década]

9
Burning 2018 Lee Chang-dong
Sleep Has Her House 2017 Scott Barley
Three Landscapes 2013 Peter B. Hutton

8
Mary and the Witch’s Flower 2017 Hiromasa Yonebayashi 🖌
The Hate U Give 2018 George Tillman Jr.
Shoplifters 2018 Hirokazu Kore-eda
Porto 2016 Gabe Klinger
O Clube dos Canibais 2018 Guto Parente
Fences 2016 Denzel Washington
Minding the Gap 2018 Bing Liu 🛤
Já Visto Jamais Visto 2013 Andrea Tonacci

7
Only Lovers Left Alive 2013 Jim Jarmusch
Night Is Short, Walk on Girl 2017 Masaaki Yuasa 🖌
Unsane 2018 Steven Soderbergh
Mrs. Hyde 2017 Serge Bozon
Cosmos: A SpaceTime Odyssey 2014 Bill Pope, Brannon Braga, Ann Druyan 🛤
Assassination Nation 2018 Sam Levinson
Grain 2017 Semih Kaplanoğlu
Modest Heroes 2018 Hiromasa Yonebayashi, Yoshiyuki Momose, Akihiko Yamashita 🖌
Three Identical Strangers 2018 Tim Wardle 🛤
The Endless 2017 Aaron Moorhead, Justin Benson
Era o Hotel Cambridge 2017 Eliane Caffé
Tragedy Girls 2017 Tyler MacIntyre

6
The Mule 2018 Clint Eastwood
A Misteriosa Morte de Pérola 2014 Guto Parente
Short Peace 2013 Hiroaki Ando, Shuhei Morita, Katsuhiro Otomo, Hajime Katoki 🖌
The Man Who Killed Don Quixote 2018 Terry Gilliam
Los Amantes Pasajeros 2013 Pedro Almodóvar
Resolution 2012 Justin Benson, Aaron Moorhead
Thoroughbreds 2017 Cory Finley
Eighth Grade 2018 Bo Burnham
Hunt for the Wilderpeople 2016 Taika Waititi
Mid90s 2018 Jonah Hill

[‘Antigos’]

10
The Thief of Bagdad 1924 Raoul Walsh

9
Reminiscences of a Journey to Lithuania 1972 Jonas Mekas
The Three Caballeros 1944 Vários Diretores 🖌
Sanjuro 1962 Akira Kurosawa
Neo Tokyo 1987 Rintaro, Yoshiaki Kawajiri, Katsuhiro Otomo 🖌
Dog Day Afternoon 1975 Sidney Lumet

8
Memories 1995 Tensai Okamura, Katsuhiro Otomo, Koji Morimoto 🖌
8 X 8: A Chess-Sonata in 8 Movements 1957 Hans Richter, Marcel Duchamp, Jean Cocteau
Grave of the Fireflies 1988 Isao Takahata 🖌

7
The Structure of Crystals 1969 Krzysztof Zanussi
The Girl Who Leapt Through Time 2006 Mamoru Hosoda 🖌
Tales of Ordinary Madness 1981 Marco Ferreri
An American Werewolf in London 1981 John Landis
Inside Man 2006 Spike Lee
Millennium Actress 2001 Satoshi Kon 🖌
5 Centimeters per Second 2007 Makoto Shinkai 🖌
The Evil Dead 1981 Sam Raimi

6
Crimes of the Future 1970 David Cronenberg
Who’s Afraid of Virginia Woolf? 1966 Mike Nichols
Scream 3 2000 Wes Craven
The Blues Brothers 1980 John Landis
Coraline (3D) 2009 Henry Selick 🖌
Wide Awake 1998 M. Night Shyamalan

[Revisões]
🔺 = cresceram na revisão
🔻 = contrário

10
Asas do Desejo 1987 Wim Wenders
Los Angeles Plays Itself 2003 Thom Andersen 🛤

9
Badlands 1973 Terrence Malick 🔺
Drug War 2012 Johnnie To

8
Perfect Blue 1997 Satoshi Kon 🖌
Paprika 2006 Satoshi Kon 🖌
Phantom Thread 2017 Paul Thomas Anderson 🔺
Howl’s Moving Castle 2004 Hayao Miyazaki 🔺 🖌
The Party 1968 Blake Edwards
Nocturama 2016 Bertrand Bonello 🔻

7
Good Time 2017 Benny Safdie, Josh Safdie 🔺

6
Valerian and the City of a Thousand Planets (3D) 2017 Luc Besson 🔻

(em ordem de preferência nos subgrupos)