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Trechos Budistas

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Autodomínio

“Assim que aparece nele um pensamento de cólera, alguma inclinação para o pecado, para o vício, ele a repele, ele a afasta, ele a destrói, ele faz de maneira que ela não exista mais.” Sabbâsava-sutta

Continência

“Quando se quer movimentar-se ou falar, é preciso primeiro examinar seu espírito e pô-lo em estado de tranquilidade.”

“Se sentimos no coração atração ou aversão, é preciso não agir nem falar, mas permanecer imóvel como uma árvore.”

“Quando o coração se revela arrogante, zombador, orgulhoso, enfatuado, brutal, insidioso, impostor, presunçoso, malévolo, desdenhoso, disputador, é preciso permanecer imóvel como uma árvore.”

“Meu espírito está na busca de ganho, de honrarias, de glória, de popularidade, de homenagens; eu permanecerei então imóvel como uma árvore.”

“Meu espírito é rebelde ao interesse de outrem, aplicado ao meu, ávido de clientela e inclinado a falar; eu permanecerei então imóvel como uma árvore.”

“Ele é intolerante, indolente, tímido, temerário, tagarela, unicamente devotado a sua roda; eu permanecerei então imóvel como uma árvore.” Bodhicaryavatara, V. 47 a 53.

Vigilância

“Aquele que, a princípio indolente, cessa de o ser, resplandece nesse mundo, como a lua desembaraçada de nuvens.” Dhammapada, 172.

Reto Esforço

“Acima de tudo, não sejais indolente, pois a negligência é a maior inimiga da virtude.” Fo-sho-hing-tsan-king.

“Aquele que não se esforça quando é preciso esforçar-se; que, jovem e forte, se abandona a preguiça, débil no pensar e no querer, indolente e ocioso, esse não acha o caminho da sabedoria.” Dhammapada, 280.

“Todas as vezes que há um ato negligenciado, um voto transgredido, uma castidade vacilante, não há grande fruto que esperar.” Dhammapada, 312.

Reta Crença

“A confiança em um recurso exterior dá como resultado a preguiça; só a confiança em si mesmo produz força e alegria.”  Fo-sho-hing-tsan-king.

“Não tenhas ídolo de espécie alguma.” Máxima budista do Sião.

É Preciso Realizar

“Por nós mesmo é feito o pecado, por nós mesmo gerada a aflição; nós evitamos o mal e com isso nos purificamos. Puro ou impuro, cada um o é por si mesmo; ninguém pode purificar a um outro.” Dhammapada, 165

“Como uma flor de belas cores, mas sem perfume, assim é a linguagem elegante mas vâ, do homem que não age como fala.”

“Como uma flor de belas cores e ademais perfumada, assim é a linguagem elegante e proveitosa do homem que age como fala.” Dhammapada, 51 e 52.

Que é a Religião?

“Os caracteres distintivos da verdadeira religião são: a boa-vontade, o amor, a veracidade, a nobreza de sentimento e a bondade.” Inscrição d’Asoka.

“Em que consiste a religião?

– Ela consiste em fazer o menos mal possível, e fazer o bem em abundância. Ela consiste na prática do amor, da compaixão, da veracidade, da pureza em todos os domínios da vida.” Inscrição d’Asoka.

“Aquele que é inteiramente puro de todo o mal, como o céu é puro de manchas e a lua de máculam – eu chamo, um religioso.” Udânavarga

“Observar regras puras de conduta, eis a verdadeira religião.” Fo-sho-hing-tsan-king.

“A benevolência para com todos os seres, é a verdadeira religião.” Buddahacarita

Ódio, Cólera e Orgulho

“Ele me injuriou, ele me espancou, ele me suplantou, ele me prejudicou”; – Aqueles que entregam a tais pensamentos, não cessam de odiar.”

“Ele me injuriou, ele me espancou, ele me suplantou, ele me prejudicou”; – Aqueles que não se entregam a tais pensamentos, cessam de odiar.” Dhammapada, 3 e 4.

“A cólera, ai de mim! Como ela modifica uma figura graciosa! Como ela destrói o encanto e a beleza!” Fo-sho-hing-tsan-king.

“Liberta-te da cólera! Liberta-te do orgulho! Destrói todos os teus liames! Aquele que não tem mais apego ao nome e forma, que não possui absolutamente nada, – nada pode temer.” Dhammapada, 224

“Falai a verdade; não voz deixeis dominar pela cólera; dai do pouco que tiverdes a quem voz pedir. Com essas três condições, vós vos aproximareis dos deuses.” Dhammapada, 224.

“Aquele que, ultrajado, não deixa o ressentimento tomar pé do seu coração, ganhou uma brilhante vitória.” Udânavarga.

“Que aquele que é censurado pelo mundo, não conserve sentimentos de inimizade contra ele.” Sammaparibbajaniya-Sutta

“Não chegueis a ponto de, por cólera ou ressentimento, desejar o mau de outrem.” Metta-Sutta

“Aquele que se exalta a si mesmo e despreza os outros, e assim se torna desprezível pelo seu orgulho, reconheçamos como um bastardo.” Vasaba-Sutta

Amor-Ilimitado – Compaixão

“Alimentai, em vosso coração, uma benevolência sem limites para com tudo que vive.” Metta-Sutta

“Olha com amizade… o perverso e o homem de bem.” Introdução ao livro Jâtaka

“Eu desejo criar em mim um coração cheio de amor para com todas as criaturas vivas.” Fo-sho-hing-tsan-king.

“Porque a pomba teme o falcão,

Batendo as asas, ela vem procurar minha proteção,

E embora sua boca não possa proferir palavras,

Entretanto seus olhos estão úmidos de medo.

Eis porque eu estendo a essa pobre criatura,

Todos meus meios de proteção e de defesa.”

Ta-chwang-yan-king-lun

Palavras Vãs

“Não é com belos discursos que nos tornamos um sábio. Aquele que é pacífico, isento de ódio e de medo, eis o verdadeiro sábio.” Dhammapada, 258

Maledicência – Fácil é Ver a Falta dos Outros

“Não é sobre as transgressões dos outros, sobre as ações ou omissões dos outros, que se deve fixar a atenção, mas sobre o que foi feito ou omitido por nós mesmos.” Dhammapada, 50

“Que interesse pode haver para ti, que um outro seja culpado ou não? Vem amigo, e olha teu próprio caminho.” Amagandha Sutta

“As faltas dos outros são facilmente percebidas… Nossas próprias faltas são difíceis de ver.” Udânavarga

“Jamais Ele pronunciava uma palavra para denegrir fosse o que fosse.” Saddharma-pandarika.

Espírito Pacífico

“O que ouvires aqui, não o repitas ali adiante, com o objetivo de suscitar uma desavença contra as pessoas daqui.” Tevijja-Sutta

“Não, meu amigo, não permitas que tomem corpo, nem querelas, nem lutas, nem discórdias, nem disputas.” Mahâvagga

“Não cabe na religião um espírito que se compraz em disputas.” Milindapanha

O Bem e o Mal

“Se tens horror ao sofrimento, se para ti nada há de agradável no sofrimento, não cometas má ação alguma, nem mesmo em segredo.” Udânavarga

“Tu não fazes o bem incitando-me a cometer más ações. Mesmo se disseres: “Ninguém o saberá”, a ação será por isso menos má?” Jatakamala

“Invejoso de seu superior, hostil ao seu igual, arrogante para o seu inferior, embriagado pela lisonja, exasperado pela crítica, quando o tolo produzirá o bem?” Bodhicaryavatara, VIII – 12

“Os tolos vivem na irreflexão, inimigos de si próprios, fazendo o mal que não produz senão frutos amargos.” Dhammapada, 66

“Seguramente, se as criaturas vivas vissem as consequências de todas as suas más ações, com horror elas se desviariam e renunciariam a essas más ações, temendo a ruína próxima.” Fo-sho-hing-tsan-king.

A Boa Ação

“Aquele, cujas más ações desaparecem sob as boas, espalha neste mundo um clarão semelhante ao da lua desembaraçada de nuvens.” Dhammapada, 173

“Mesmo que alguém tenha pecado cem vezes, que ele não peque mais uma vez.” Udânavarga

“Devemos cultivar um sentimento de profunda vergonha de nossos pecados.” Siau-chi-kwan

“Evita, domina, foge de tudo que não for o bem! Isso desagradará aos perversos, porém agradará aos bons.” Dhammapada, 77

Balzac (1789-1850) -Pensamentos

A paixão é toda a humanidade. Sem ela, a religião, a história, o romance e a arte seriam inúteis.

A perfeição da beneficência consiste em apagar-se, de modo que o beneficiado não se acredite inferior àquele que o beneficia. Esse devotamento oculto comporta infinitas doçuras.

Nossa vida é composta de certos movimentos regulares, tanto para o corpo quanto para o coração. Todo o excesso ocasionado nesse mecanismo é uma causa de prazer ou de dor. Ora, o prazer ou a dor é uma febre de alma essencialmente passageira, porque ela não é suportada por muito tempo. Fazer do excesso a sua própria vida não será viver doente?

Um ódio confessado é um ódio impotente.

A maioria dos dramas reside nas ideias que formamos das coisas. Os acontecimentos que nos parecem dramáticos nada mais são que os assuntos que nossa alma converte em tragédia ou em comédia, ao sabor do nosso caráter.

Todo grande sentimento é um poema de tal modo individual que mesmo o vosso melhor amigo não se interessa por ele. É um tesouro que é somente nosso.

A poesia é um dos encantos da vida. Ela não é toda a vida.

O silêncio é, para os seres atacados, o único meio de triunfar: ele esgota as investidas brutais dos invejosos, as selvagens escaramuças dos inimigos. Ele proporciona uma vitória arrasador e completa. O que existe de mais completo que o silêncio? Ele é absoluto. Não será uma das maneiras de ser do infinito?

Tudo é verdadeiro e tudo é falso! Existem para as verdades morais, assim como para as criaturas, alguns meios nos quais elas mudam de aspecto a ponto de serem irreconhecíveis.

A vida habitual faz a alma, e a alma faz a fisionomia.

Os deveres não são sentimentos. Fazer aquilo que se deve não é fazer aquilo que agrada. Um homem deve ir morrer friamente pelo seu país e pode dar com felicidade a sua vida por uma mulher. Uma das regras mais importantes da ciência das maneiras é um silêncio quase absoluto sobre si mesmo. Finja algum dia falar de você para alguns meros conhecidos; entretenha-os com seus sofrimentos, com os seus prazeres, com os seus negócios. Você verá a indiferença sucedendo ao interesse fingido. Depois, surgindo o tédio, se a zeladora do prédio não lhe interrompe polidamente, todos se afastarão sob pretextos habilmente arranjados. Porém, quer agrupar em torno de você todas as simpatias? Seja considerado um homem amável e confiável, entretenha-os com eles próprios, busque um meio de pô-los em cena, mesmo levantando questões aparentemente inconciliáveis com os indivíduos. Os rostos se animarão, as bocas lhe sorrirão, e quando você tiver ido embora todos vão elogiá-lo. Sua consciência e a voz do seu coração lhe dirão onde começa a vileza das adulações e onde termina a graça da conversação.

Cultive essa fatal ciência do mundo: a arte de escutar, de falar, de responder, de se apresentar, de sair. A linguagem precisa, aquele não sei quê que não é superioridade, tanto quanto o hábito não constitui o gênio, mas sem o qual o mais belo talento nunca será admitido nele.

Esquecer é o grande segredo das existências fortes e criadoras. Esquecer à maneira da natureza, que não conhece nenhum passado, que recomeça a cada instante os mistérios de suas infatigáveis criações.